Compositor: Não Disponível
Não há nome nesta cruz enferrujada
Plantado na bainha do ventre da terra
No fundo de um cemitério abandonado
Quem nasceu, quem morreu, quem dorme debaixo desta cruz?
Que destino o condenou sem arrependimento ou remorso
Ao segredo do anonimato?
Quantos anos se passaram desde que ninguém apareceu?
Retribua com uma saudação final, floresça com um pensamento
Aquele que não é mais?
No deserto da solidão do qual ninguém retorna
Reivindicando por ingratidão a escassa parcela de respeito que lhe devemos
Nada além de uma oração pelo resto de sua alma
A vida, o amor, a morte são filhas do nada
Deixe o vento da história levar uma corrente de ar
Nos corredores do infinito
No deserto da solidão do qual ninguém retorna
Testemunhar a ingratidão que o abandonou na soleira do túmulo
Sem uma oração pelo descanso de sua alma